Abscesso cerebral associado a infecções odontogênicas
o que é preciso saber
Palavras-chave:
infecções odontogênicas, abscesso cerebral, disseminação hematogênicaResumo
Introdução: As infecções odontogênicas, embora geralmente restritas à cavidade oral e à região maxilofacial, podem em circunstâncias específicas apresentar elevado potencial de disseminação. Entre as complicações mais graves destaca-se o abcesso cerebral (AC), condição rara, mas de alto risco, que pode se desenvolver por via orbitária, hematogênica ou por contiguidade com estruturas adjacentes. A gravidade dessa progressão depende da virulência do agente etiológico, das particularidades anatômicas envolvidas e do estado sistêmico do paciente, sendo mais crítica em indivíduos imunocomprometidos. Objetivo: Investigar a relação entre infecções odontogênicas e a formação de AC. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica de 10 artigos publicados nos últimos dez anos, indexados nas bases Google Acadêmico, ScienceDirect e PubMed. Resultados: Os estudos analisados indicam que o AC de origem odontogênica, embora incomum, constitui uma complicação grave, frequentemente relacionada a infecções periapicais de molares superiores ou a procedimentos invasivos. A disseminação bacteriana da boca ao cérebro resulta em sintomas como cefaleia, febre, convulsões e alterações do nível de consciência. O diagnóstico envolve exames de imagem e análises microbiológicas, enquanto o tratamento combina antibioticoterapia, drenagem cirúrgica e extração do dente afetado. Conclusão: O cirurgião-dentista tem um papel essencial na prevenção de AC de origem odontogênica. O risco dessa condição está associado à higiene bucal deficiente, infecções crônicas e fatores sistêmicos, sendo a via hematogênica a principal forma de disseminação. O diagnóstico precoce e a abordagem multidisciplinar, com eliminação do foco infeccioso, são essenciais para reduzir complicações e melhorar o prognóstico
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