Prótese total removível e seus desafios de adaptação na linguagem
Palavras-chave:
prótese total removível, adaptação fonética, inteligibilidade da fala, adaptação protética, ceceioResumo
Introdução: A prótese total removível ainda é amplamente utilizada na reabilitação de edêntulos, devolvendo estética, mastigação e qualidade de vida. Entretanto, sua adaptação não se restringe à função: o dispositivo altera o espaço intra oral, a posição da língua e interfere na produção de fonemas. Alterações como ceceio, projeção lingual e redução da inteligibilidade são comuns no período inicial de uso (Rosa; Berretin-Felix, 2015; Ferlin et al., 2009). Assim, compreender tais fatores é essencial para uma reabilitação eficaz. Objetivo: Analisar os desafios fonéticos associados ao uso da prótese total removível, discutindo como alterações intra orais influenciam a fala e apresentam estratégias clínicas e educativas que favoreçam a adaptação e a qualidade de vida. Metodologia: Pesquisa bibliográfica descritiva baseada em artigos entre 2010-2024, obtidos em SciELO, PubMed, Google Acadêmico e BVS. Incluíram-se estudos sobre fonética, fala e estratégias de adaptação em prótese total. Foram analisadas revisões integrativas (Rosa; Berretin-Felix, 2015), estudos clínicos (Ferlin et al., 2009) e revisões recentes sobre fonética como critério de sucesso protético (Chiddarwar et al., 2024). Discussão: A modificação do espaço intra oral e da disposição dentária altera a articulação de fonemas fricativos e linguodentais, gerando ceceio e projeção lingual (Palmer, 1974). A inteligibilidade reduzida tende a melhorar com a adaptação neuromuscular, embora pacientes idosos apresentam maiores dificuldades (Ferlin et al., 2009). O design protético, respeitando a zona neutra e o contorno palatino, favorece a fala natural, enquanto falhas técnicas aumentam a dificuldade (Chiddarwar et al., 2024). A fonoaudiologia auxilia no treino muscular e na conscientização articulatória, acelerando a adaptação (Berretin-Felix, 2016). Conclusão: A adaptação fonética à prótese total é um desafio multifatorial, envolvendo aspectos anatômicos, funcionais e técnicos. Apesar de frequentes dificuldades iniciais, como ceceio e queda de inteligibilidade, estudos mostram melhora progressiva quando há planejamento adequado, ajustes palatinos e acompanhamento interdisciplinar. Estratégias clínicas e fonoaudiológicas são determinantes para otimizar a comunicação e a qualidade de vida dos usuários.
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