https://c2-wb-06.univale.br/index.php/revcientfacs/issue/feedRevista Científica FACS2026-04-27T10:52:13+00:00Prof. Dr. Cláudio Manoel Cabral Machado e Profª. Drª. Mylene Quintela Lucca e revistafacs@gmail.comOpen Journal Systems<p>A Revista Científica FACS é a idealização de publicações científicas estabelecendo uma ponte entre Ciência, Saúde e Sociedade. A interdisciplinaridade desejada, necessária e incentivada para escrever e discutir os campos de conhecimento nos cursos da área de saúde da UNIVALE tem seu espaço neste periódico. </p> <p><strong>Periodicidade</strong></p> <p>A revista científica FACS opera com fluxo contínuo para submissão e publicação de artigos.</p> <p>e-ISSN: 2594-4282<br />ISSN: 1676-3734</p>https://c2-wb-06.univale.br/index.php/revcientfacs/article/view/805Desafios e avanços no controle das infecções relacionadas à assistência à saúde2025-08-15T16:48:34+00:00Valéria Cristina Pinheiro GONÇALVESvaleria.goncalves@univale.brNatauane de Amorim SOUZAnatauane.souza@univale.brRenata Rodrigues da Silva Ramos XAVIER renata.xavier@univale.brLayla Patrícia SILVAlayla.patricia@univale.brLorran Miranda Andrade de Freitas FREITASlorran.freitas@univale.br<p>As infecções relacionadas à assistência à saúde são um problema crescente no Brasil, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva, onde a resistência microbiana e o uso de dispositivos invasivos dificultam o tratamento. O diagnóstico tardio dessas infecções pode levar a complicações graves, prolongando a internação e elevando os custos hospitalares. A PCR Multiplex surge como uma alternativa promissora, oferecendo diagnósticos rápidos e precisos. Este estudo tem como objetivo avaliar a PCR Multiplex como uma alternativa eficiente aos métodos convencionais de diagnóstico, com foco na agilidade e na melhora do manejo clínico. Para tal, foi realizada uma revisão narrativa baseada em 31 documentos obtidos nas bases Scientific Electronic Library Online (SciElo), PubMed Central (PMC), Science Direct, Google Acadêmico e Portal do Governo Federal Brasileiro. Os métodos tradicionais de diagnóstico de infecções relacionadas à assistência à saúde, como culturas microbiológicas, são lentos, com resultados entre 24 e 72 horas, atrasando o início do tratamento adequado. A sensibilidade destes métodos varia de 80% a 95%, dependendo da coleta e processamento. A PCR Multiplex oferece alta sensibilidade e especificidade, permitindo a detecção simultânea de múltiplos patógenos em menor tempo. Estudos indicam uma taxa de detecção superior a 86%, com sensibilidade acima de 90%. A PCR Multiplex é uma ferramenta promissora, superando as limitações dos métodos convencionais, otimizando o uso de antimicrobianos e melhorando desfechos clínicos. No entanto, desafios como altos custos e necessidade de capacitação técnica devem ser superados para sua implementação em larga escala, o que traria benefícios ao sistema de saúde brasileiro.</p>2026-04-23T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Valéria Cristina Pinheiro GONÇALVES, Natauane de Amorim SOUZA, Renata Rodrigues da Silva Ramos XAVIER , Layla Patrícia SILVA, Lorran Miranda Andrade de Freitas FREITAShttps://c2-wb-06.univale.br/index.php/revcientfacs/article/view/925Uso off label da semaglutida (Ozempic®) por indivíduos não diabéticos para perda de peso2025-10-06T19:57:37+00:00Chirlaine Cristina OLIVEIRAchirlaine.oliveira@univale.brLuis Henrique Gomes BRAGAluis.braga@univale.brPaula Abreu JORDÃOpaula.jordao@univale.brCarlos Alberto SILVAcarlos.silva@univale.br<p>Os análogos do Glucagon-1 (GLP-1), especialmente a semaglutida (Ozempic<sup>®</sup>), são indicados para o tratamento do diabetes <em>mellitus</em> tipo 2, promovendo redução da glicemia, saciedade e perda de peso. O uso <em>off label</em> da semaglutida na obesidade tem aumentado, elevando o risco de eventos adversos. O estudo avaliou os efeitos do uso <em>off label</em> de semaglutida (Ozempic<sup>®</sup>) no controle da obesidade em pacientes adultos não diabéticos. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em artigos publicados entre 2015 e 2025, indexados nas bases Elsevier<sup>, </sup>LILACS<sup>®</sup>, PubMed<sup>®</sup>, SciELO<sup>®</sup> e Google Acadêmico<sup>®</sup>. O uso <em>off label</em> de semaglutida (Ozempic<sup>®</sup>) tem apresentado crescimento significativo no Brasil e no mundo, com aumento de aproximadamente 442% entre janeiro de 2022 e dezembro de 2023. Este fenômeno é mais frequente entre jovens, sendo impulsionado por redes sociais e motivações estéticas. Entre os efeitos adversos mais comuns destacam-se distúrbios gastrointestinais, como náusea, vômito, diarreia e constipação, além de ocasionalmente, distúrbios biliares, hipoglicemia e pancreatite aguda. O uso sem supervisão médica pode resultar em erros de dosagens e aumentar significativamente o risco de eventos adversos. Apesar da eficácia satisfatória da semaglutida (Ozempic<sup>®</sup>) como fármaco antidiabético e na redução do peso corporal, seu uso abusivo, especialmente em indivíduos não diabéticos, representa um importante problema de segurança. Recomenda-se que profissionais de saúde, incluindo farmacêuticos, busquem capacitação adequada promovendo o uso seguro e racional do medicamento.</p>2026-03-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Chirlaine Cristina OLIVEIRA, Luis Henrique Gomes BRAGA, Paula Abreu JORDÃO, Carlos Alberto SILVAhttps://c2-wb-06.univale.br/index.php/revcientfacs/article/view/928Uso abusivo de ivermectina na pandemia da covid-19, em Governador Valadares – MG – Brasil2025-11-12T19:13:46+00:00Edson Gabriel Perpétuo AMBRÓSIOedson.ambrosio@univale.brIago Antonelli Vieira GOMESIago.gomes@univale.brJoão Vittor Batista MAGALHÃESjoao.magalhaes@univale.brCarlos Alberto SILVAcarlos.silva@univale.br<p>A pandemia da COVID-19 levou à busca por tratamentos sem comprovação, como a ivermectina, sem eficácia. Trata-se de um estudo descritivo e quantitativo em que se analisou o consumo de ivermectina e suas consequências para a saúde pública, com base em dados de comercialização de uma rede de drogarias de Governador Valadares – MG. Percebeu-se que, durante a pandemia, a venda de ivermectina na cidade teve um crescimento significativo de cerca de 1.079% em relação ao período pré-pandêmico, impulsionada pela disseminação da desinformação e práticas de automedicação, colocando-se em risco a população. Conclui-se que o uso inadequado da ivermectina na pandemia evidenciou dificuldades na comunicação científica e como as pessoas podem ser influenciadas por informações sem base científica. Isso destaca a importância de se ter boas políticas de educação em saúde e de controle do uso de medicamentos.</p>2026-02-25T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Carlos Alberto Silvahttps://c2-wb-06.univale.br/index.php/revcientfacs/article/view/1006Análise volumétrica da concentração de ácido acetilsalicílico em medicamentos2026-04-27T10:52:13+00:00Alice Oliveira SANTA BÁRBARAalice.barbara@univale.brAnny Karoline Santiago CAMARGOanny.camargo@univale.brEloísa Silvério ROCHAeloisa.rocha@univale.brLarissa Souza VIEIRAlarissa.vieira1@univale.brNicole Alves RODRIGUESnicole.rodrigues@univale.brPatrícia Figueiredo Santos PIMENTApatricia.pimenta@univale.br<p><span style="font-weight: 400;">Sabe-se que o controle de qualidade de produtos formulados em indústrias farmacêuticas é de extrema importância, o que se configura como um procedimento necessário para a eficácia dos medicamentos e segurança do consumidor. Procedimentos de controle de qualidade possuem grande relevância acadêmica, oportunizando a integração do conhecimento teórico à prática profissional. Neste trabalho, a metodologia baseada na titulação volumétrica foi utilizada para verificar a concentração de ácido acetilsalicílico em diversas formulações comercializadas de ácido acetilsalicílico (AAS). O estudo utilizou bases de dados SciELO e Google Acadêmico para a busca de informações científicas em artigos relacionados ao AAS e seu controle de qualidade. Quatro marcas de medicamentos contendo o princípio ativo AAS foram selecionados para análise, onde foi medido o pH, </span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">condutividade elétrica</span> <span style="font-weight: 400;"> e temperatura da solução. A partir dos valores obtidos na titulação foi calculada a concentração de cada uma das amostras em triplicata. Os resultados indicaram variações mínimas entre as amostras, com desvios aceitáveis em relação às quantidades declaradas nas bulas. A maior variação foi observada no AAS infantil devido a sua baixa concentração. No geral, os medicamentos testados estavam de acordo com os padrões de controle de qualidade, validando a eficiência da técnica de titulometria para análise da concentração de AAS e concretizando o aprendizado na área de controle de qualidade. </span></p>2026-08-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Alice de Oliveira Santa Bárbara, Anny Karoline Santiago Camargo, Eloísa Silvério Rocha , Larissa de Souza Vieira, Nicole Alves Rodrigues, Patrícia Figueiredo Santos Pimentahttps://c2-wb-06.univale.br/index.php/revcientfacs/article/view/1130Uso de paracetamol durante a gestação e desenvolvimento infantil2026-04-23T19:56:34+00:00Carla da Silva MACHADOcarla.machado@univale.brLeonardo Meneghin MENDONÇAleonardo.mendonca@ufjf.brIsabella Lorrane Seiffert GOVEIAisabellaseiffert086@gmail.com<p>O paracetamol é amplamente utilizado durante a gestação para o tratamento de dor e febre, sendo tradicionalmente considerado seguro. No entanto, sua capacidade de atravessar a barreira placentária tem motivado investigações sobre possíveis efeitos no desenvolvimento fetal. Este estudo tem como objetivo analisar criticamente a literatura acerca do uso de paracetamol durante a gestação e suas implicações no neurodesenvolvimento infantil. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, com artigos publicados entre 2013 e 2025 nas bases Scielo, PubMed e ScienceDirect. Estudos anteriores sugeriram associação entre a exposição pré-natal ao paracetamol e maior risco de transtornos do neurodesenvolvimento. Entretanto, evidências mais recentes, especialmente o estudo de coorte de base populacional conduzido por Ahlqvist et al. (2024), que avaliou 2.480.797 crianças na Suécia com análise de controle entre irmãos, não identificaram associação entre o uso de paracetamol durante a gravidez e o risco de Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou deficiência intelectual. Esses achados indicam que associações previamente observadas podem ser explicadas por fatores de interferência. Assim, as evidências atuais não sustentam uma relação causal entre o uso de paracetamol na gestação e transtornos do neurodesenvolvimento infantil.</p>2026-09-15T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Carla da Silva MACHADO, Leonardo Meneghin MENDONÇA, Isabella Lorrane Seiffert GOVEIA